Qual o valor de mercado do meu Provedor de Internet?


Os movimentações de fusões e aquisições no setor de telecomunicações estão aquecidas, em conjunto, a análise financeiro do valor do ativo do provedor também está vindo a tona. O post de hoje aborda tecnicamente sobre a questão de avaliação do provedor, através de um post da N&R Capital.


A avaliação do valor justo de um Provedor de Internet (ISP) ou uma empresa é um objeto importante na tomada de decisão tanto para os proprietários ou para possíveis investidores. O Valuation é uma metodologia, que utiliza técnicas e ferramentas com o objetivo de encontrar o valor justo do ativo.


Segundo Longaretti (2013), “a avaliação de uma empresa consiste em uma tarefa complexa e minuciosa, devido a quantidade de modelos e infinidade de fatores que interferem em seu valor. Apesar dessa complexidade, os resultados são no máximo aproximações do seu valor justo.”


O Valution e suas técnicas estão sendo cada vez mais utilizados no mercado de aquisições de Provedores de Internet. Encontrar o valor justo de um ativo é útil para o administrador de uma companhia, com o objetivo de mensurar o valor de sua empresa para futuros processos de transações, aquisições ou fusões. Do ponto de vista de um investidor, é importante para saber se está pagando “caro” ou “barato” por determinado ativo, identificar oportunidades de rentabilidade e quais os pontos fortes e fracos da operação do ISP.


A metodologia mais utilizada em processos de Valuation é através do fluxo de caixa descontado (discounted cash flow – DCF). Neste caso o valor da empresa é determinado pelo fluxo de caixa da empresa trazido para o valor presente por uma taxa de desconto, que reflita o custo de oportunidade e os riscos do investimento, dessa forma, o valor da companhia é equivalente pela expectativa de rendimentos futuros. Um modelo de fluxo de caixa é ilustrado na figura abaixo:



Fonte: Damodaran (2007)

A segunda metodologia mais presente no mercado de telecomunicações é o modelo de avaliação por múltiplos, também conhecido como modelo de avaliação relativa. Segundo Martelanc, Pasin e Cavalcante (2005), "a simplicidade, a rapidez na precificação e novas informações e a necessidade de poucas informações são as principais vantagens da avaliação por múltiplos em relação aos outros métodos".


Os principais múltiplos utilizados são:


• Múltiplos de Lucro;


• Múltiplos EBITDA (Earnings Before Interests, Taxes, Depreciations and Amortizations);


• Múltiplos de Patrimônio;


• Múltiplos de Faturamento.


Como desvantagem, Martelanc, Pasin e Cavalcante (2005, p. 198) apontam: “a diferença nos fundamentos das empresas comparáveis, qualidade das informações, especificidades de cada transação e efeito manada”. Tal efeito manada decorre quando todo um setor se encontra super ou subavaliado.


Para mais informações acesse: www.nrcapital.com.br